Princípios que a escola e os pais devem ensinar às crianças


Princípios que a escola e os pais devem ensinar às crianças.

Muito se repete que as pessoas se preocupam demais em deixar um mundo melhor para os filhos e se esquecem de deixar filhos melhores para o mundo. E, em um futuro nem tão distante, serão justamente as nossas crianças esses construtores. Para que cumpram bem a função, cabe a nós ensinar a elas princípios como responsabilidade, capacidade de se colocar no lugar dos outros e autonomia. A missão exige uma aliança ampla e irrestrita.

Ser responsável 

 

As vezes perdemos a chance de ensinar às crianças um dos primeiros grandes valores: responsabilidade. “Filhos não nascem folgados, são os pais que os fazem assim. Às vezes porque querem ter a casa em ordem, em outras por pressa, eles não se preocupam em ensinar organização.

E nem falo de responsabilizar os filhos por cuidar do que é de todos, mas apenas do que é deles”, diz o especialista. “Crianças capazes de pegar o brinquedo da prateleira têm condições de guardá-lo de volta.” Aos poucos, esse ensinamento pode ser expandido para a arrumação da cama, do quarto até que a criança aprenda a cuidar do que está à sua volta. Na escola, em geral, a responsabilidade é cobrada em relação à entrega da lição, mas pode ir além também.

 

Pensar e agir sem ajuda externa

É quase irresistível – e, de longe, pode até ser interpretado como maldade: a criança, sem saber como montar o brinquedo ou errando ao soletrar uma nova palavra, e os pais em volta olhando, mudos.

“Os pais, mais do que dar as soluções, devem perguntar: ‘O que você acha?’ Dar conhecimento pronto e respostas rápidas é uma forma de superproteção intelectual que promove, apenas, a lei do menor esforço.

Bons educadores devem ser provocadores do raciocínio por meio da pergunta para que as crianças adquiram consciência crítica e saibam se colocar melhor no mundo”, recomenda Cury. Devolver a dúvida para o filho instiga a um desafio. Ele pode até reclamar de ter que resolver, mas, no fim, vai adorar perceber que consegue fazer aquilo sozinho.

 

Colocar-se no lugar do outro

 

 

“Para se colocar no lugar do outro, é preciso se exercitar. A escola deve criar situações para que o aluno pense nisso. Por exemplo, assembleias para discussão de questões do grupo, reuniões para construção de regras de convivência e trabalho comunitário.”

Ouvindo os colegas, fica mais fácil entender que o outro é diferente e tem necessidades que também precisam ser atendidas. “Ter empatia é perceber as intenções do outro, se ele está feliz ou sofrendo, se aquela sua atitude vai prejudicá-lo ou não. E isso é fundamental na vida”, analisa Tiba.

 

Fonte: educarparacrescer.abril.com.br