No Enem, temas atuais são cobrados não apenas para a redação


A relação entre assuntos atuais com os conhecimentos tradicionais das várias disciplinas escolares é um dos pontos fortes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que neste ano será realizado nos dias 5 e 6 de novembro.

Quem está se preparando para as provas precisa ficar atento aos eventos mais importantes que acontecem no Brasil e no mundo, que tendem a ser cobrados de forma interdisciplinar. Neste ano, assuntos como a tragédia da lama no rio Doce e a crise hídrica são algumas apostas dos professores de cursinhos.

Alguns desses acontecimentos podem ser cobrados até em mais de uma área de conhecimento, como é o caso do rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG). Pode-se abordar a questão do extrativismo mineral no Brasil (tema de Geografia), o impacto da lama de rejeitos na fauna e na flora (assunto para a Biologia), os compostos químicos lançados nos rios (tema da Química) e até a velocidade de descida da lama para as cidades a partir da barragem (assunto para a Física).

Assuntos recorrentes na prova de Ciências Humanas que podem vir com roupagem atual, como escravismo e leis trabalhistas. “Ainda hoje encontramos situações de trabalho análogo ao de escravo no Brasil, por exemplo. Pode-se traçar um paralelo também entre a consolidação das leis trabalhistas na Era Vargas e as discussões atuais para reformulação dessas leis”.

Para a redação do Enem, a aposta é em temas sociais mais abrangentes, que permitem a construção de argumentos. Uma das dicas de tema: as diversas formas de intolerância. “A intolerância, seja ela religiosa, racial ou sexual, está presente em muitos aspectos do nosso cotidiano e oferece muitas possibilidades de abordagem na redação”.

Candidato a uma vaga de Medicina, o estudante Olavo Borges Franco, 18, conta que lê jornais, apostilas específicas sobre atualidades e assiste a aulas temáticas oferecidas pela escola, que abordam esses assuntos. “O Enem é uma prova moderna, que se preocupa em relacionar o conhecimento científico com o cotidiano. É fundamental saber contextualizar eventos históricos com as diversas áreas de conhecimento”, diz.

Fonte: www.metrojornal.com.br