Coisas que você precisa saber sobre o Enem


Você pode achar que para tirar boas notas no Enem basta estudar.

Sim, isso é essencial, mas também é muito importante conhecer bem a prova e, principalmente, as competências que ela exige do estudante. Sabe aquela história de ir para a batalha conhecendo bem o inimigo? A única diferença é que você não deve ver o exame como seu oponente, mas sim como uma chave para o seu futuro. Será com a ajuda dele que você abrirá muitas portas na sua vida. Acredite! Entendê-lo irá tornar a sua jornada de estudos muito mais proveitosa.

Vale a pena chutar o que você não sabe?

“Deixar em branco? Nunca! Se o aluno deixar em branco é erro. Se chutar, pode acertar. Tudo bem que a pessoa pode ganhar poucos pontos, mas vai ganhar. Chutou e acertou sempre ganha. Se a coerência é menor, ganha poucos pontos. Se a coerência for maior, ganha muitos”. Para ter mais chances de acertar, faça um chute “consciente”. “Mesmo que você não saiba a resposta da pergunta, tente sempre eliminar algumas alternativas pela lógica. Uma dica é tentar evitar termos absolutos. Alternativas com expressões como ‘sempre’, ‘nunca’, ou alguma outra forma que generaliza demais uma situação, devem chamar a atenção do estudante porque há chances de estarem erradas”, orienta.

 

Para que serve a redação do Enem? Precisa mesmo fazê-la?

A redação é o momento em que o estudante pode mostrar suas habilidades de escrita, seguindo as exigências dos eixos cognitivos do Enem. Por isso a prova é tão importante, principalmente para as universidades que usam o Sisu como meio de seleção. Então, se o seu objetivo é conseguir uma vaga no ensino superior via Sisu, ProUni ou mesmo o Fies, faça a redação e capriche!

Precisa ficar decorando fórmulas e fatos?

Sim e não. Vamos explicar: nos últimos anos, as questões têm ficado mais conteudistas, ou seja, cobrando não tanto apenas interpretação de fatos dados nas questões, mas sim conhecimentos que o estudante adquire durante o Ensino Médio. Isso aconteceu porque o Enem tomou proporções de vestibular ao dar acesso a universidades e, por isso, se tornou uma prova mais exigente. Ele, no entanto, alerta que só saber fórmula de cor não adianta. Não basta só decorar. Para dominar o assunto existe a parte da memorização, óbvio, mas só isso não é suficiente.

Tem como achar a resposta certa no próprio enunciado?

Antes isso era mais frequente, mas nas últimas aplicações do exame tem se tornado cada vez mais difícil. O Enem é muito ligado à interpretação e a reposta não é algo direto, conta Rommel. Existem questões mais fáceis, como as que podem ser resolvidas por meio de interpretação de gráficos ou leitura de índices, localizados na própria questão, mas isso requer um esforço interpretativo do aluno. Eduardo explica que isso também acontece muitas vezes na prova de Linguagens. Não é que seja uma questão de bater o olho e responder. É preciso trazer a experiência da sala de aula para a prova e, algumas vezes, existem questões que não utilizam o conteúdo formal do Ensino Médio, ou seja, não demandam dados externos, apenas os dados da própria questão.

 

 

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br