Calouros do ITA contam como conseguiram passar no vestibular mais difícil do Brasil


Rotina de estudos

Independente do método adotado, uma coisa é certa: dedicação e preparação não faltam para os vestibulandos do ITA. Quase todos investem em uma árdua rotina de estudos e chegam a estudar até 15 horas por dia, de segunda a segunda, para garantir a tão sonhada aprovação. É o caso da Amanda, que além de ter aula no cursinho pela manhã e à tarde, ainda ia para a biblioteca, onde permanecia até 21h ou 22h, e participava de um grupo de estudos em alguns dias da semana. “Nós nos ajudávamos com dúvidas e questões e, no segundo semestre, resolvíamos provas antigas. Isso também foi essencial”, conta.

Para Lucas, a rotina de estudos foi a parte mais difícil. Ele conta que começou a se preparar para o ITA em 2014 e que sua rotina se manteve praticamente a mesma por três anos: acordava por volta das 7h, estudava até as 12h, almoçava e ia para o cursinho em seguida, onde permanecia até as 19h ou 21h. Apesar de voltar para casa logo após o término das aulas, ele só parava para jantar e retomava os estudos, que seguiam até meia-noite. Aos sábados, as aulas aconteciam somente pela manhã, mas os estudos se prolongavam até as 22h.

O futuro engenheiro eletrônico revela que aprendia a teoria durante as aulas e, em casa, fazia o máximo de exercícios da matéria abordada. Já para compreender o estilo das questões, ele investiu nos simulados e nas resoluções de provas. “No último mês do ano, eu fazia os últimos 15 anos de provas do ITA. Isso era essencial para compreender o vestibular”, revela.

O goiano Matheus Gondim, de 20 anos, um dos aprovados no Vestibular 2017 do ITA para o curso de Engenharia Mecânica, também lembra que estudava muito, cerca de 6 a 8 horas por dia além das aulas do cursinho. Para ele, o planejamento dos horários de estudos e a definição de metas serviram como estímulo para resolver muitos exercícios e ampliar seu interesse pelos estudos.

Estudos X Lazer

Apesar de a preparação ser o foco dos vestibulandos do ITA, grande parte acredita que é possível garantir uma aprovação no vestibular sem abdicar de festas, namoro e demais atividades de lazer. Amanda, por exemplo, começou a namorar em 2016 e considera que o relacionamento a ajudou muito. “O contato com pessoas que você gosta ajuda a manter a mente bem e tranquila. Meu namorado me apoiava, estudava comigo e me ajudava nos momentos de cansaço, quando dá vontade de desistir”, conta.

Ela também frequentou uma academia no primeiro semestre, mas optou por suspender os exercícios físicos nos meses que antecederam às provas. Já em relação às festas, Amanda confessa que precisou abdicar de algumas. “Nas férias ou no meio do ano dá para ir em algumas e distrair, mas ir em muitas festas durante os estudos pode atrapalhar. Familiares e amigos também precisam estar conscientes da sua ausência na maioria dos eventos, mas se afastar completamente de todos é prejudicial. Precisa saber equilibrar”, comenta.

Lucas também é defensor do equilíbrio, tanto que optou por reservar os domingos para o descanso, enquanto muitos dos seus amigos estudavam o dia todo. “O estudante precisa saber que os estudos são prioridade. Festas, por exemplo, são bem mais raras, mas não é necessário eliminá-las. É importante manter algumas atividades de lazer, atividade física, sair com os amigos, ver um filme, jogar”, reforça. Para ele, saber conciliar saúde mental, saúde física e conhecimento é determinante para garantir a aprovação em um vestibular.

 

 

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